Inteligência Emocional, habilidade essencial de um líder de alta performance
Por Claudia Lisboa
Você é líder ou gestor? Sim, são coisas muito diferentes, mas que, entretanto, se complementam. Liderança não é um cargo, e sim um conjunto de conhecimentos, habilidade e atitudes que podemos desenvolver ao longo da vida toda.
Esses são alguns dos indicadores comportamentais para que compreenda se você é um líder ou um gestor. O gestor via de regra precisa desenvolver muitas aptidões técnicas para gerenciar os projetos, conduzir resoluções de problemas, desenhar cronogramas e monitor prazos e metas, ou seja, lidar com as questões técnicas do cargo, o que é muito importante, entretanto não garante que conseguirá mobilizar as pessoas para as metas, inspira-las e desenvolve-las.
Resumindo, posso ser gestor sem ser um líder, mas necessariamente tenho que ser gestor para ser um excelente líder. Os skills técnicos e sócio emocionais da liderança precisam estar plenamente desenvolvidos para que possa ser reconhecido como um líder. Sim, liderança não é um cargo, e sim um reconhecimento das pessoas que você gerencia. Um líder só existe porque tem seguidores (liderados).
Agora você poderá estar se questionando, e se não estiver, eu te desafio: “Como posso e por onde começar a trabalhar o perfil de líder?”
Pela espinha dorsal de todas as habilidades sócio emocionais: A inteligência emocional. Para que entendamos melhor a importância da IE em números, a Consultoria americana Talent Smart realizou uma pesquisa que nos proporciona as seguintes informações:
90% dos colaboradores que mais performam possuem alto índice de inteligência emocional;
Inteligência emocional é responsável por 58% de sua performance no trabalho;
Pessoas com alto grau de inteligência emocional ganham uma média de U$ 29 mil dólares a mais por ano.
Interessante olharmos para esses números não é mesmo? Por séculos as organizações valorizaram de forma excessiva a inteligência lógica-matemática, que continua sendo importante, mas não é o diferencial quando falamos em gestão de pessoas e relacionamentos interpessoais. O mundo mudou e as organizações também. Aquele estilo de gestão focada apenas nas questões técnicas não funciona mais e para isso precisamos de habilidades socio emocionais.
Portanto, vamos entender melhor do que se trata a inteligência emocional?
Daniel Goleman descreve a inteligência emocional como a capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficaz. Segundo o psicólogo, o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência de um indivíduo. Seu modelo sobre a inteligência emocional - IE foca em uma série de competências e habilidades que, de acordo com ele, propiciam melhores desempenhos profissionais – inclusive, como líder.
O modelo de Goleman posiciona a IE como o conjunto de competências e habilidades fundamentadas em cinco pilares:
Autoconsciência emocional
Controle das emoções
Canalizar produtivamente as emoções
Empatia
Lidar com Relacionamentos
A Inteligência Emocional é a base para toda e qualquer competência comportamental que você pretenda desenvolver. Uma pessoa com quociente emocional elevado possuiu excelente autoconhecimento, o que lhe proporciona uma percepção clara sob seus pontos fortes e a desenvolver, habilidade essa que é encontrada em pessoas com alta consciência emocional – primeiro pilar da inteligência emocional. Pessoas que sabem e se aceitam como são, tem maior facilidade para receber feedback e buscar o autodesenvolvimento em prol de seus objetivos.
Você quer se tornar um líder de alta performance, então comece a desenvolver sua inteligência emocional, pois essa habilidade lhe dará suporte para desenvolver outras skills sócio emocionais como: comunicação, negociação, trabalho em equipe, pensamento crítico e a tão almejada liderança.